Estresse osmótico em sementes de plantas de tabaco transformadas geneticamente

Michele Trombin-Souza2*, Camila Ribeiro de Souza Grzybowski2, Yohana de Oliveira-Cauduro2, Elisa Serra Negra Vieira3, Maristela Panobianco2

 



RESUMO – Salinidade e déficit hídrico limitam a produtividade de várias culturas; assim, estudos relacionados à transformação

genética de sementes de planta modelo, como a do tabaco, podem ser uma alternativa para minimizar os impactos negativos

causados pelas condições ambientais. Objetivou-se avaliar a tolerância a estresses osmóticos de sementes de tabaco de plantas

transformadas geneticamente com a introdução do gene sintetizador da prolina (p5csf129a), sob condições de salinidade e déficit

hídrico. No presente experimento foram selecionados cinco eventos com diferenças no teor de prolina, variando de 0,70 a 10,47

μmoles.g-1 de massa fresca. As concentrações salinas utilizadas foram: zero (água destilada); 50; 100; 150 e 200 mmol.L-1 de

NaCl, enquanto para o estresse hídrico, simulado com PEG 6000, trabalhou-se com os seguintes potenciais osmóticos: zero (água

destilada); -0,2; -0,4; -0,6 e -0,8 MPa. Cada tratamento testado foi avaliado pelos testes de germinação, de primeira contagem

de germinação e pelo índice de velocidade de germinação. Pode-se concluir que sementes de tabaco de plantas transformadas

geneticamente com superexpressão do gene p5csf129a, sintetizador da prolina, são mais tolerantes a estresses osmóticos. Sementes

de tabaco com teor de prolina de 10,47 μmol.g-1 apresentam desempenho superior, revelando maior potencial fisiológico.




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